Em cinco anos, os portugueses trabalharam mais dois anos, em média, para aceder à reforma. É o que indicam as Estatísticas da Segurança Social.

"Da totalidade de pensionistas de velhice do regime geral, a duração da carreira contributiva média passou dos 24 para os 26 anos, entre 2010 e 2015".

A idade média de início de pensão também aumentou, de 63 para 64 anos, no período analisado.

Já as reformas antecipadas caíram 15%. Em 2010, 33.900 pessoas recorreram a elas e, em 2015, foram 28.900.

Recorde-se que as reformas antecipadas estiveram congeladas em Portugal no período da troika e foram parcialmente descongeladas em 2015, destinando-se apenas aos contribuintes que tinham pelo menos 60 anos de idade e 40 de descontos.

O atual Governo de António Costa repôs, em março deste ano, o regime transitório de acesso à pensão antecipada de velhice.

A corrida às reformas antecipadas do Estado está de volta. Em cinco meses, os pedidos de quem tem entre 55 e 59 anos superaram os requerimentos feitos ao longo de 2015 por trabalhadores com mais de 60 anos. Mas há cinco mil pedidos que foram anulados.

As mesmas estatísticas revelam que, entre as prestações sociais, houve mais beneficiários de abono de família e de Rendimento Social de Inserção em abril, ao passo que o número de idosos a receber complemento solidário caiu.