A Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública vincou esta sexta-feira que o descongelamento de carreiras em 2018 não é mais do que a "obrigação do Governo", mas escusou-se a "celebrar" esse facto sem se abrir um "verdadeiro processo negocial".

Um processo negocial não é isto. Um processo negocial inicia-se com uma proposta do Governo ou dos sindicatos, é o que está na lei. Isso não aconteceu", declarou Ana Avoila, da Frente Comum, à agência Lusa, à saída de uma reunião no Ministério das Finanças, em Lisboa, com a secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Carolina Ferra, encontro que teve como único ponto na agenda o descongelamento da progressão nas carreiras.

"Queremos ver preto no branco que todos os trabalhadores vão ter as suas carreiras descongeladas", disse Ana Avoila, para quem hoje não se deu mais que uma "conversa" com "ideias soltas" e não um "verdadeiro processo negocial".

Antes do encontro com a Frente Comum, a secretária de Estado, Carolina Ferra, esteve reunida com a Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e com o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

O descongelamento das carreiras em 2018 vai passar pela retirada da norma do Orçamento do Estado (OE) e vai ganhar-se normalidade em cada regime de carreira", enalteceu à agência Lusa José Abrãao, da FESAP.

O STE, por Helena Rodrigues, sublinhou que continuarão durante este mês as negociações com o Governo sobre o descongelamento de carreiras, questão que só será uma realidade em 2018.

A governante não prestou declarações no final dos encontros desta tarde.