O Governo deverá adiar para 2017 a entrada em vigor da descida da taxa social única (TSU) para salários até 600 euros e em 2016 haverá saldo negativo entre entradas a saídas de trabalhadores na administração pública.

Fonte socialista disse à agência Lusa que estas foram duas decisões de "última hora" tomadas pelo executivo no âmbito do processo de conclusão da proposta de Orçamento do Estado para 2016.

"Com estas duas medidas, haverá uma aproximação maior face às recomendações da Comissão Europeia em relação à proposta orçamental", referiu a mesma fonte do PS.

Ainda em janeiro, o Governo tencionava proporcionar uma descida da TSU para salários até 600 euros, tendo em vista garantir uma nova subida do poder de compra para quem ganha o salário mínimo.

No entanto, essa medida, que poderia abranger cerca de 1,1 milhões de trabalhadores, não deverá já constar na proposta de Orçamento deste ano, sendo agora transferida para 2017.

Ainda em termos de medidas de redução da despesa e de consolidação orçamental, o executivo assume como meta em 2017 a existência de um saldo negativo entre entradas e saídas de trabalhadores da administração pública.

A proposta de Orçamento do Estado para 2016 foi aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros e vai ser entregue no parlamento esta tarde, ato que antecederá a apresentação pública do documento pelo ministro das Finanças, Mário Centeno.

Chegou a hora H: O executivo comunitário decide hoje se as explicações da equipa de Costa e Centeno, por um lado, e as cedências durante as “intensas” negociações de bastidores, por outro, foram suficientes para não considerar que a estratégia orçamental acarreta “incumprimentos particularmente graves” do Pacto de Estabilidade e Crescimento. E se Bruxelas chumbar o orçamento português?