O presidente executivo do CaixaBank faz uma avaliação “positiva” da decisão tomada pelos acionistas do BPI em assembleia-geral. Como decidiram acabar com a limitação dos direitos de voto, o banco espanhol tem assim o caminho livre para “continuar” com a Oferta Pública de Aquisição (OPA). 

O CaixaBank avalia positivamente a decisão dos acionistas do BPI de eliminar as restrições aos direitos de voto, visto que dará estabilidade à entidade [BPI], ao permitir aplicar o princípio de uma ação um voto, em linha com as melhores práticas de governação corporativa”.

Foram estas as palavras de Gonzalo Gortázar à Lusa, depois da assembleia-geral do BPI, que decorreu esta manhã de quarta-feira, 21 de setembro, no Porto.

BPI: o que é a blindagem dos estatutos?

Na semana passada, o gestor advertiu que apesar de ter "paciência", queria que se chegasse a uma decisão nesta assembleia-geral. Foi o que aconteceu hoje. 

Ao que apurou a TVI, a acionista Santoro, da empresária angolana Isabel dos Santos, que detém quase 19% do capital, absteve-se na votação. Mas a administração/ gestão do banco recusa que a opção de voto da acionista angolana esteja relacionada com a proposta que fizeram à Unitel - o BPI deixa o controlo do Banco de Fomento de Angola.

Era uma situação imperiosa para o BCE- Banco Central Europeu - [deixar de consolidar o banco angolano do qual detém a maioria do capital] e a desblindagem foi uma exigência do BCE", disse o presidente executivo Fernando Ulrich, aos jornalistas.

Tal como já esperado, à terceira e na segunda sequela da assembleia-geral, foi finalmente possível aprovar a desblindagem de estatutos do BPI, fundamental para que o processo daOPA do CaixaBank atualmente com quase 45% do capital, atinja então o seu objetivo..