O presidente executivo do BPI afirmou esta quinta-feira que o adiamento para 17 de junho da assembleia-geral no sentido de decidir a desblindagem dos estatutos e o consequente andamento da OPA do CaixaBank "não cria atraso" algum nem "perturba a gestão".

Fernando Ulrich, que falava aos jornalistas para apresentar os resultados do primeiro trimestre do ano do banco, adiantou que não era a possível desblindagem dos estatutos que "estava a prejudicar o ritmo do andamento da Oferta Pública de Aquisição", mas sim as respetivas autorizações das entidades supervisoras.

"Nada disto perturba a gestão do banco", disse o presidente executivo do BPI, adiantando que "não é a oferta nem a votação de ontem [quarta-feira, na assembleia-geral] que” perturba, até porque "é diferente se a oferta tivesse sido lançada por um concorrente - mas não é - é lançada por alguém da 'casa'", referindo-se à OPA do CaixaBank.

Sobre o convite de Isabel dos Santos, através da Santoro, para se iniciar conversações entre o BPI e o BCP no sentido de uma fusão, Fernando Ulrich voltou a afirmar o que o Conselho de Administração do banco decidiu: "Vamos fazer cada coisa de cada vez. Primeiro vamos clarificar a OPA, deixá-la seguir o seu caminho e depois se verão outras situações".

Para o presidente executivo do BPI, a própria clarificação da oferta "é um ponto relevante até para o próprio BCP, porque pode vir a encontrar uma entidade diferente, uma governação diferente".

O CaixaBank lançou a 17 de fevereiro uma OPA sobre a totalidade do capital do BPI a 1,329 euros por ação, um preço considerado baixo pela administração do banco português.

Duas semanas depois, a angolana Isabel dos Santos avançou uma proposta alternativa de fusão entre o BPI e o BCP.