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Depósitos derrapam pela 1ª vez desde dezembro

Famílias estão a canalizar poupanças para necessidades do dia-a-dia. Empresas continuam a tirar dinheiro dos bancos

Por: Redacção / Vanessa Cruz    |   2012-06-21 13:26

Os depósitos das famílias portuguesas vêm alcançando níveis recorde, apesar da crise, ou precisamente por causa dela. Mas a verdade é que as poupanças guardadas nos bancos caíram em abril pela primeira vez desde dezembro.

Os particulares tiraram 541 milhões de euros das suas contas bancárias, pelas contas presentes no Boletim Estatístico do Banco de Portugal, que foi divulgado esta quinta-feira. Isto porque os depósitos caíram de 103.614 milhões de euros para 103.073 milhões.

O clima de crise e de austeridade, de subsídios cortados (o de férias devia ser depositado esta sexta-feira aos funcionários públicos e não vai ser) e de desemprego galopante podem explicar este cenário. As famílias estão a canalizar o que deviam ser poupanças para necessidades do dia-a-dia.

Nas empresas, continua a verificar-se, como vem acontecendo desde fevereiro, uma retirada de dinheiro dos bancos. Os depósitos caíram 475 milhões de euros, para um total de 18.938 milhões.

Mais um reflexo do aperto sentido, numa altura em que as falências disparam a um ritmo alucinante. Espera-se que, este ano, aumentem 25%.

O Banco de Portugal revelou ainda que os empréstimos, tanto a famílias como empresas, caíram em todas as frentes.

O Boletim Estatístico inclui ainda dados sobre o malparado que já tinham sido divulgados. O crédito de cobrança duvidosa está a disparar para níveis recorde.

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