A reestruturação financeira das empresas públicas já está em marcha, um processo que vai mais um vez adiar a entrada da dívida pública portuguesa numa trajetória de descida, refere o jornal i.

O Documento de Estratégia Orçamental revela que no 2º trimestre do ano se iniciou a troca de dívida bancária da Carris, STCP e da CP por financiamento do Estado, algo que tem impacto direto na dívida pública por duas vias.

O Estado vai ter de reconhecer de imediato toda a dívida das empresas garantida na dívida pública. São mais 1373 milhões de euros. E ao mesmo tempo terá de assegurar as necessidades financeiras destas empresas, que pelas novas regras vão passar a estar incluídas no perímetro orçamental e, logo, refletidas no défice e na dívida.

O DEO espera que o impacto negativo em 2014 eleve a dívida pública até 130,2% do PIB.