A UGT e a CGTP pediram esta terça-feira a marcação de eleições antecipadas, depois de o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, se ter demitido do Governo.

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, mostrou-se desiludido pela saída de Portas, mas defendeu que é altura de o Presidente da República convocar eleições antecipadas, já que, diz, o Governo está fragilizado.

«Foi com grande desilusão e estupefação que tomámos conhecimento da demissão do ministro Paulo Portas, menos de 24 horas após a demissão do ministro das Finanças. Com a saída de duas primeiras figuras do Governo, este fica fragilizado», disse Carlos Silva à agência Lusa.

Por isso, o sindicalista considerou que chegou «o momento de o Presidente da República suscitar a antecipação das eleições legislativas».

«A saída de mais um ministro do Governo, cinco dias após a realização de uma grande greve geral, significa que o Governo está fragilizado social e politicamente», disse. Para o líder da UGT, a democracia só terá condições para continuar se os portugueses tiverem oportunidade de escolher, com o seu voto, um novo Governo.

Também a CGTP exigiu que o Presidente marque eleições antecipadas. Em declarações à TVI24, Arménio Carlos considerou que Cavaco Silva já não tem «nenhum pretexto para não convocar eleições antecipadas» e que a palavra deve ser devolvida «ao povo».

Para o responsável, a queda dos dois ministros de Estado (antes de Portas também Gaspar tinha apresentado a sua demissão do Executivo) mostra que o Governo não tem condições de se manter em funções, e cabe ao Presidente tomar uma atitude. A CGTP ameaçou mesmo realizar uma manifestação em Belém se o Presidente não convocar eleições antecipadas.