João Cotrim de Figueiredo apresentou a demissão da presidência do Turismo de Portugal, cerca de dois anos depois de ter sido escolhido para o cargo pelo secretário de Estado do Turismo do anterior governo, Adolfo Mesquita Nunes.

"A minha saída é uma decisão que tomo em consciência, numa altura em que o país se pode orgulhar do desempenho do Turismo em Portugal. Na base do inegável sucesso do setor em anos recentes está não só o notável trabalho das empresas e das entidades públicas, mas, também, a estratégia vencedora do Turismo de Portugal executada com profissionalismo e independência", afirma João Cotrim de Figueiredo numa nota enviada à Lusa.

João Cotrim de Figueiredo assumiu o cargo de presidente do Turismo de Portugal a 08 de dezembro de 2013, menos de um mês depois de o seu nome ter sido anunciado como o eleito para substituir Frederico Costa, que tinha saído do cargo em outubro desse ano.

Formado em Economia pela London School of Economics e com um MBA pela Universidade Nova de Lisboa, João Cotrim de Figueiredo desempenhou diversos cargos empresariais e académicos desde 1979.

Entre 2005 e 2006 foi presidente da Comissão Executiva da Compal e da Nutricafés, desempenhando funções idênticas, três anos mais tarde, na Privado Holding, dona do BPP, a que se seguiu uma experiência como diretor-geral da TVI.

João Cotrim de Figueiredo era, desde 2007, acionista e administrador da Jason Associates e em 2013 tornou-se acionista e administrador da Faber Ventures.

Integrado no Ministério da Economia, o Turismo de Portugal é "a Autoridade Turística Nacional responsável pela promoção, valorização e sustentabilidade da atividade turística, agregando numa única entidade todas as competências institucionais relativas à dinamização do turismo, desde a oferta à procura", lê-se na página na internet da entidade.

A missão do Turismo de Portugal consiste em "qualificar e desenvolver as infraestruturas turísticas, desenvolver a formação de recursos humanos, apoiar o investimento no setor, coordenar a promoção interna e externa de Portugal como destino turístico e regular e fiscalizar os jogos de fortuna e azar".

Com "uma relação privilegiada com as outras entidades públicas e os agentes económicos no país e no estrangeiro", o Turismo de Portugal diz-se "empenhado em cumprir o desígnio de reforçar o turismo como um dos motores de crescimento da economia portuguesa", referem ainda.