A expetativa do Governo português é de que a recomendação da Comissão seja aprovada, o que significa que vamos iniciar o processo de contatos diretos com a Comissão Europeia no sentido de explicar a nossa posição", palavras do ministro das Finanças, à entrada da reunião com os seus pares, no Ecofin esta manhã.

Se tudo decorrer como esperado, o Executivo português terá dez dias para contra argumentar.

O Governo tem dez dias para expor os argumentos e vai fazê-lo muito rapidamente", acrescentou o ministro.

O Governo de António Costa já fez questão, por várias vezes, de frisar que é contrário ao procedimento em curso "mas temos que defender as nossas posições e, neste momento, é fazer valer os argumentos", disse Centeno ao jornalistas à entrada o Ecofin.

O Executivo de Costa quer que Bruxelas entenda que o processo é sobre 2013 e 2015, e neste momento, o Governo está focado na execução de 2016.

Isso é que é relevante, que leve a que o país não seja prejudicado", reforça Mário Centeno.

Neste momento o que está em cima da mesa não é o processo associado com as sanções, o que vai ser discutido hoje é apenas a recomendação.

Temos tido conversas com a União Europeia mas estamos focados na ideia de que este processo não pode penalizar o país naquilo que é o seu esforço de consolidação e, por isso, vamos pugnar", insiste o ministro das Finanças.

Espanha está no mesmo barco que Portugal, no que toca ao procedimento, ontem "cada país teve oportunidade de se pronunciar sobre o seu caso concreto e posso dizer que posição é muito semelhante entre os dois países", referiu ainda o ministro que tutela as Finanças.

"Principalmente porque este processo não toma em devida consideração o esforço português no plano orçamental", concluiu.

Centeno assegurou ainda que, os números apontam para que a execução de junho vá no mesmo sentido da de maio, ou seja, de redução do défice.