Os pagamentos em atraso das administrações públicas voltaram a subir em agosto, atingindo os 1.996 milhões de euros, um acréscimo de 11 milhões de euros face a julho, sobretudo devido aos hospitais EPE.

De acordo com a síntese da execução orçamental de agosto, hoje publicada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), este aumento das dívidas por pagar há mais de 90 dias «resultou do aumento dos pagamentos em atraso nos hospitais EPE», que subiram 33 milhões de euros para os 850 milhões.

Este aumento das dívidas por pagar há mais de 90 dias foi «parcialmente compensado» pela diminuição dos pagamentos em atraso na administração regional, que se reduziram em oito milhões para os 466 milhões de euros, e da administração local, que diminuíram em 14 milhões de euros para os 518 milhões de euros em agosto e face ao mês anterior.

No âmbito do programa de resgate, entretanto terminado, a troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) exigiu que o valor dos pagamentos em atraso há mais de 90 dias não aumente face ao valor registado no final do ano anterior, apurou a Lusa.