Mais vozes se levantam contra a aplicação de sanções a Portugal. Depois do presidente do Parlamento europeu, agora é a vez de França se colocar ao lado do país, bem como de Espanha, que foi alvo da mesma ameaça por parte da Comissão Europeia.

Um apoio que pode não ser inocente, uma vez que também esse país poderá vir a correr o mesmo risco, tendo no entanto visto o próprio presidente da Comissão Europeia, lá está, o francês Jean-Claude Juncker, admitir um tratamento especial para a França, postura que foi condenada pelo líder do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.

Certo é que a menos de um mês da decisão de Bruxelas de poder abrir o procedimento que pode resultar na suspensão de todos os fundos comunitários e numa multa milionária, há mais um país que não quer que Portugal e Espanha sejam penalizados. O ministro francês das Finanças, Michel Sapin, disse ao "El País" que será "indulgente" com os dois países, advogando que a imposição de sanções "não está no espírito do Eurogrupo".
 
Espera que também a Alemanha e, por fim, a Comissão no seu conjunto, acabem por deliberar no mesmo sentido. 
 
Sapin acompanha, assim, o presidente do Parlamento Europeu. Martin Schulz, alemão, esteve no congresso do PS, em Lisboa, durante o fim de semana, e disse com todas as letras que é "contra" as ditas sanções por incumprimento do défice de 2015.
 
Quanto à chanceler  Angela Merkel, quando recebeu na semana passada o Presidente da República português, foi compreensiva em relação à situação portuguesa, nas palavras do próprio Marcelo Rebelo de Sousa, no final do encontro.

Entretanto o primeiro-ministro, durante o congresso do PS no fim de semana, e embalado pela intervenção de Martin Schulz,  endureceu o tom contra a ameaça da União Europeia. Agradeceu também a Marcelo a defesa do país e propôs que a Assembleia da República aprove mesmo uma resolução com a intenção de Bruxelas.