A consultora EY, antiga Ersnt & Young, estima que o défice orçamental atinja os 3,3% do PIB e que a economia portuguesa cresça 1,3% em 2015, previsões mais pessimistas do que as do Governo para o próximo ano.

Segundo as previsões de Inverno para Portugal divulgadas esta segunda-feira, a EY estima que o défice orçamental atinja os 4,8% este ano, em linha com o antecipado pelo Governo, e os 3,3% no próximo, 0,6 pontos percentuais acima do que o Executivo prevê.

No relatório, a consultora antecipa um crescimento económico de 0,8% este ano, de 1,3% no próximo e de cerca de 1,4% em 2016, enquanto o Executivo espera que a economia portuguesa cresça 1% este ano, 1,5% no próximo (segundo o Orçamento do Estado para 2015) e 1,7% em 2016 (de acordo com o Documento de Estratégia Orçamental, divulgado no final de abril).

«No entanto, o crescimento económico vai continuar limitado pelo alto nível de endividamento. A dívida pública mais que duplicou nos últimos dez anos, subindo para quase 130% [do PIB] em 2013 de 59% em 2003. O rácio [dívida pública/PIB] deve manter-se neste nível até 2016», admite a consultora.

A EY antecipa que a dívida pública atinja os 130,8% do Produto Interno Bruto este ano, subindo para os 131,4% em 2015 e descendo para os 130,7% em 2016, estimativas superiores às apresentadas pelo Governo em cerca de três, sete e oito pontos percentuais, respetivamente.

A consultora prevê também uma taxa de desemprego de 14,3% em 2014, 13,5% em 2015 e 13,3% em 2016, estimativas ligeiramente superiores às do Executivo.