O défice orçamental do Estado aumentou 112% nos primeiros onze meses do ano, situando-se em 13.071,4 milhões de euros. Em comparação com Novembro de 2008, o défice do subsector Estado agravou-se em 6.908 milhões de euros. O Ministério das Finanças refere que esta variação é explicada em 72% pela redução da receita e em 28% pelo aumento da despesa.

Segundo o relatório da Direcção-geral do Orçamento, as receitas totais caíram 13,9%, sendo que as receitas com o IVA derraparam 19,4%, devido à recessão que afectou a actividade económica. Também as receitas provenientes do IRS desceram 4,6%, uma consequência do aumento do desemprego, assim como o dinheiro arrecadado com o imposto sobre veículos caiu 25,2%, uma vez mais consequência da crise.

Em relação às despesas, a outra variável que contribui para o défice do Estado, aumentaram 4,6%, para 44.035,1 milhões de euros. No comunicado, o ministério das Finanças sublinha que o grau de execução da despesa está nos 88.5%, um valor «inferior ao padrão de segurança».

Segurança Social: Saldo encolhe em 826 milhões

O saldo global da Segurança Social passou de 1.923,2 milhões de euros para 1.097,1 milhões, com uma contribuição de 10,8% de aumento nas despesas. O Complemento Solidário para Idosos aumentou 115%, o Rendimento Social de Inserção 19,2% e o subsídio de desemprego disparou 30,1%.

Em relação às receitas, nota para o aumento de 11,2% nas transferências do Orçamento de Estado, sendo que as contribuições e quotizações aumentaram 0,2%.