A zona euro registou um excedente na troca comercial de bens de 17,3 mil milhões de euros em junho, face aos 12,8 mil milhões registados no mesmo período do ano passado, revelou o Eurostat, gabinete de estatísticas da União Europeia.

Em termos mensais, o excedente comercial subiu 2,8 mil milhões de euros. As exportações sazonalmente ajustadas cresceram 3% em junho face a maio e as importações 2,5%.

Olhando apenas para o comércio com países extra-comunitários, o superavit foi de 9,9 mil milhões de euros, quando apenas um ano antes, o saldo era ainda negativo em mil milhões. Mas na comparação com maio, quando o excedente fora de 15,7 mil milhões, o saldo foi menos positivo. Na comparação mensal, as exportações para fora da UE ficaram estáveis e as importações subiram 1,8%.

As importações da maioria dos parceiros comerciais caíram nos primeiros cinco meses do ano, exceto da Turquia e Índia. As maiores quedas registaram-se nas importações de produtos vindos da Noruega e Japão (-15% cada) e do Brasil (-13%).

Já nas exportações, o maior aumento foi para a Suíça (+33%) e a maior queda para a Índia (-4%).

Os superavits comerciais mais elevados couberam à Alemanha (81 mil milhões de euros nos primeiros cinco meses), Holanda (24,3 mil milhões), Irlanda (15,3 mil milhões de euros) e Itália (8,7 mil milhões). Pelo contrário, França registou o maior défice (-32,9 mil milhões), seguida do Reino Unido (26,1 mil milhões) e Grécia (8 mil milhões).

No caso de Portugal, o saldo da balança comercial de bens nos primeiros cinco meses foi um défice de 3,3 mil milhões, uma melhoria face aos 4,8 mil milhões do homólogo de 2013.