Há cada vez mais portuguesas a entrar em rutura financeira por mais um encargo: ajudar os filhos que ficaram desempregados. Segundo o Jornal de Notícias, no primeiro trimestre do ano este tipo de situações pesou 10% no total de processos abertos pelo Gabinete de Apoio aos Sobreendividados da Deco.

Nos primeiros três meses do ano este gabinete recebeu 7354 pedidos de apoio de famílias endividadas, um número que se manteve estável face a 2014. Mas as razões para os pedidos de ajuda estão a mudar.

Dois em cada 10 casos de sobreendividamento foram originados por alterações do agregado familiar e por penhoras decretadas por tribunais devido a créditos em incumprimento.

Os mesmos dados mostram que o desemprego e a deterioração das condições de trabalho continuam a ser o motivo que originou mais casos de rutura, apesar de estarem a descer. Há dois anos, 35% dos processos eram motivados pelo desemprego e 34% pela deterioração das condições laborais.