A semana arranca com dados sobre o ritmo da atividade na Zona Euro em dezembro, sendo marcada pelo anúncio das decisões da Reserva Federal (Fed) norte-americana, destacou o analista de mercados do Millenium Investment Banking Ramiro Loureiro.

«Segunda-feira, dia 16, será um dia muito importante para se perceber o ritmo da atividade na zona euro em dezembro», disse à Lusa o analista, adiantando que «o mercado espera que o valor preliminar dos PMI aponte para uma aceleração no crescimento da indústria e nos serviços».

Além disso, outro dos pontos em destaque durante a semana será a divulgação das decisões da Fed, o que acontece na quarta-feira, dia 18, «sendo certa a manutenção da taxa de juro diretora nos 0%-0,25%», acrescentou.

Os investidores aguardam ainda por uma indicação da Fed sobre o início da retirada do programa de estímulos, que poderá estar para breve.

Durante a semana serão conhecidos dados sobre a balança comercial da zona euro relativos a outubro, inflação homóloga em novembro, ou da produção industrial nos EUA.

Na quarta-feira, o indicador de sentimento empresarial alemão Ifo será divulgado, o que deverá antecipar uma melhoria da confiança no último mês e o índice de preços no produtor em Portugal.

No dia seguinte será a vez de serem conhecidos dados sobre a balança de transações correntes da Zona Euro e de Portugal relativos a outubro e as vendas a retalho no Reino Unido. No mesmo dia, mas nos EUA, serão divulgados dados sobre a evolução semana dos pedidos de subsídio de desemprego e os indicadores avançados.

A melhoria da confiança dos consumidores da zona euro em dezembro é divulgada na sexta-feira.

No que respeita a emissões de dívida pública, França vai aos mercados no dia 16, seguida de Espanha e Grécia a 17 de dezembro, com o tesouro espanhol a voltar aos mercados dois dias depois.

Em termos de resultados, as empresas austríaca Immofinanz apresenta dados sobre a sua atividade a 18 de dezembro e a francesa Christian Dior a 20.

Nos EUA, empresas como Nike, Accenture e Oracle também divulgam dados.

A semana que terminou, segundo o analista, «foi de perdas para a generalidade dos índices de ações». Isto porque «a pressionar o sentimento esteve o receio dos investidores de que a Fed possa anunciar já na próxima reunião o início da redução do montante de compra mensal de ativos em vigor nos EUA, que este ano contribuiu de forma significativa para o S&P 500 alcançar novos máximos históricos».



Segundo o analista, «a justificar a decisão da Reserva Federal poderá estar o alívio da instabilidade política, depois do pré-acordo orçamental nos EUA, que vai limitar os custos e reduzir o défice».

Na Europa, a Peugeot esteve «muito pressionada nas sessões de quinta e sexta-feira, depois de ter previsto que a sua parceria com a GM irá permitir uma poupança de custos menor que o inicialmente estimado e, posteriormente, se saber que a GM está a vender a totalidade da sua participação de 7% na construtora francesa», concluiu Ramiro Loureiro.