O primeiro-ministro confirmou, esta quarta-feira, no debate quinzenal, que não levou uma proposta de nacionalização do Novo Banco a Bruxelas porque considerou essa uma solução “mais penalizadora” para os contribuintes.

António Costa foi confrontado, pela coordenadora do BE, com as declarações da comissária europeia para a Concorrência, que garantiu que a nacionalização do Novo Banco nunca foi abordada com a Comissão Europeia.

“O Governo não excluiu nenhuma solução e estudámos a nacionalização. O que a comissária quis dizer é que o Governo nunca formalizou junto da Comissão Europeia um pedido de autorização para alterar as condições de forma a proceder à nacionalização. Não o fizemos porque concluímos que seria uma solução mais penalizadora.”

Segundo o primeiro-ministro, a nacionalização “implicaria um desembolso entre 4000 e 4700 milhões de euros” para a capitalização do banco, fazendo “subir a conta” aos portugueses. Além disso, continuou Costa, “implicaria riscos quanto a responsabilidades futuras, que não seriam partilháveis com ninguém”.

Sendo o primeiro debate quinzenal após a concretização do negócio do Novo Banco, esperava-se que fosse um tema em destaque, mas apenas Catarina Martins insistiu que “a conta” para os portugueses é “demasiadamente grande”, ressalvando que o Bloco de Esquerda vai levar novas propostas ao Parlamento relacionadas com o assunto.