Em entrevista no Jornal das 8, o responsável sublinhou que não está disponível para continuar na empresa caso o Estado mantenha a sua posição de querer reverter o negócio para recuperar o controlo maioritário da companhia aérea.

“Não temos interesse em ter uma empresa que é do Estado, o contrato é diferente do que assinámos”, adiantou.

Neeleman argumenta que a TAP necessitava desesperadamente de investimento que o Estado não podia fazer por causa das leis comunitárias sobre as ajudas públicas. E admite que a empresa pode fechar se se mantiver na esfera pública, devido à dificuldade de Bruxelas aceitar as ajudas públicas.

 

“A TAP não tinha dinheiro, o Governo não podia colocar dinheiro na empresa. Todos os bancos concordaram em trabalhar connosco porque sabem que a que privatização foi essencial para colocar capital fresco na empresa”.

 

O empresário, que esteve reunido com o Governo esta quinta-feira, classificou o encontro como uma “boa reunião”, na qual o consórcio explicou a sua visão estratégica. “Sabemos que há 13 mil famílias que dependem da TAP”, lembrou.

 

“Seja qual for desfecho TAP está melhor do que estava há um mês”

 

Admitindo que o contrato “não é fácil” [de cumprir], Neeleman garantiu que o consórcio vai cumprir tudo o que está no contrato. “Não podemos tirar lucro até estar tudo pago”, sublinhou.

 

“Não vamos tirar nada da empresa, só estamos a por dinheiro. Espero que comece a gerar lucro para pagar dívida. Se não conseguirmos o Governo reassume a empresa, como uma empresa melhor”

O empresário espera que a companhia aérea volte aos lucros já em 2016, mas admite que isso pode acontecer apenas em 2017, com a ajuda da recuperação da crise no Brasil, destino que representa 25% das receitas da transportadora aérea.

 

“Acredito que estamos a fazer o melhor para Portugal, para os nossos tripulantes e para o Governo”.