A Caixa Geral de Depósitos terá utilizado informação confidencial sobre centenas de contribuintes obtida através de uma rede de corrupção nas Finanças. O ex vice-presidente do Sporting Pereira Cristovão é suspeito de ser um dos clientes desta rede.

Segundo o Jornal de Notícias, que consultou o processo, dados sobre a situação patrimonial de vários clientes foram solicitados pela CGD a uma colaboradora paga para o efeito, mas essa informação foi conseguida através de uma rede de corrupção centrada nas instalações das Finanças 1 em Lisboa.

O processo, que implica 12 arguidos entre eles vários funcionários da repartição de finanças, surge na sequência de escutas telefónicas.

Uma funcionária do Fisco terá facultado informação reservada sobre centenas de contribuintes a uma colaboradora da Caixa.

A entrega de informação terá chegado a acontecer na própria repartição de Finanças.