O custo da unidade de trabalho em Portugal caiu 6,5% no último trimestre de 2013, a maior queda da zona euro e da OCDE e devido «quase exclusivamente à queda dos custos do trabalho», referiu hoje a organização.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) hoje divulgados, no último trimestre do ano passado o custo da unidade de trabalho (rácio entre a remuneração por trabalhador e a produtividade) caiu 0,2% na zona euro e subiu, pela primeira vez no ano passado, 0,1 no conjunto da OCDE.

A organização sublinha que se registou uma relativa estabilidade das remunerações laborais e da produtividade no conjunto da OCDE e na zona euro ao longo de 2013, mas que esta tendência não se verificou na generalidade dos países.

Além de Portugal, os custos da unidade de trabalho também caíram em Espanha (0,4%), porque as remunerações diminuíram mais que a produtividade, e em Itália (0,1%), mas neste caso devido a fortes ganhos de produtividade.

A subida dos custos entre outubro e dezembro na OCDE resultou principalmente das subidas no Japão (0,7%), Estados Unidos (0,1%) e Austrália (0,1%) e também nalguns países europeus como a Noruega (1,4%) e da zona euro, designadamente Finlândia (0,8%), Alemanha (0,2%) e França (0,1%).

Os dados hoje divulgados dos custos da unidade de trabalho não incluem a evolução dos custos da unidade de trabalho no último trimestre de 2013 em 11 países, incluindo a Grécia e a Irlanda.