Nas empresas, os gastos com pessoal estão no terceiro lugar dos custos operacionais. No topo estão os custos com as mercadorias e em segundo lugar vêm os gastos com fornecimentos e serviços externos. Portanto, para as empresas ganharem competitividade, não basta cortar salários, escreve o Diário Económico.

Os dados do Banco de Portugal referem-se a 2012, mas são os últimos disponíveis. Mas num artigo de novembro de 2013, o Banco de Portugal mostra que os custos operacionais das empresas caíram 9% em 2012, em linha com a queda registada no volume de negócios.

Para essa queda contribuiu uma descida de 12% nos gastos com fornecimentos e serviços externos, 9% nos custos com pessoal e 8% nos gastos com mercadorias.

O mesmo estudo mostra que os gastos com pessoal são tanto mais determinantes quanto mais pequena é a dimensão da empresa. O setor onde pesam menos é o da eletricidade e da água.