Os CTT não preveem perturbações de funcionamento durante o dia de greve convocada para segunda-feira, dia 28, pelo sindicato dos trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT). Este foi o único que não subscreveu o acordo para aumentos salariais este ano.

Em comunicado, os CTT "informam a população da existência de um pré-aviso de greve geral para esta segunda-feira", 28 de março, mas acrescentam que "prevêem normalidade no serviço postal".

"De modo a salvaguardar ao máximo o serviço aos seus clientes, e apesar de não se preverem condicionalismos significativos na atividade postal, os CTT desencadearam os habituais planos de contingência".

Entre estes, destacam, está "a priorização de todo o correio prioritário e EMS [serviço expresso], bem como o correio social (contendo vales de prestações sociais) no dia da greve" e a organização do circuito postal de modo a antecipar a entrega de alguma correspondência.

Os CTT chegaram na quarta-feira a acordo com 10 dos 11 sindicatos para a atualização da remuneração fixa dos seus trabalhadores em 2016.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações ficou de fora, considerando o aumento salarial proposto pela administração dos CTT "ofensivo" e, por isso, manteve a greve.

Além da greve, o sindicato vai "fazer um pedido de conciliação ao Ministério do Trabalho", estando a ser ponderada uma semana de luta entre 25 e 29 de abril.

A assembleia-geral anual dos acionistas dos CTT está agendada para 28 de abril.

O SNTCT, adiantou Vítor Narciso, representa carteiros, trabalhadores do atendimento e quadros médios e superiores da empresa.

No final do ano passado, o SNTCT tinha proposto um aumento de 4% dos salários em 2016, com subida mínima de 35 euros.