O principal índice nacional abriu a sessão em queda de 0,01% mas, à semelhança da Europa, inverteu e já ganha 0,63% para 4.732,76 euros, num altura em que os volumes nos mercados acionistas  estão limitados devido ao período de férias. E com a época de resultados quase a terminar acaba por haver poucas notícias o que deixa os investidores mais receosos para apostarem. 

As ações do BCP continuam a ser um dos garantes da praça portuguesa. Crescem 1,07% para 0,0189 euros, numa altura em que a imprensa continua a revelar encontros entre o presidente do grupo chinês Fosun e governantes portugueses. Reuniões que só poderão estar relacionadas com o desejo dos chineses de comprarem até 30% do banco liderado por Nuno Amado.

No BPI os ganhos são mais ligeiros mas no 0,49% para 1,1210 euros.

A energia é outro dos motores da sessão, com a Galp a liderar os ganhos e a crescer 1,05 euros para 12,895 euros.

A indústria de pasta e papel também merece destaque esta terça-feira, com a The Navigator a subir 1.34% para 2,941 euros e a Semapa em alta de 1,51% para 11,405 euros.

No retalho a estrela é a Jerónimo Martins, a ganhar 0,71% para 14,935 euros.

A penalizar só mesmo as comunicações. Os CTT ainda tentou ganhar fôlego e recuperar das perdas mas já desce 0,02% para 6,82 euros, muito penalizado pelos resultados abaixo do esperado que apresentou na passada semana. A Pharol derrapa 1,17% para 0,168 euros e a Nos e penaliza em 0,15% para 5,846 euros.

Altice dispara na Europa e MEO cresce em EBITDA mas perde em receita

Na Europa, a francesa Altice disparou 7% depois de ter divulgado resultados. A dona da PT Portugal que opera sobre a marca MEO, disse que a sua empresa em Portugal registou um crescimento de resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) 22,5% face ao homólogo. Já as receitas caíram 3,3%.

A empresa diz que "a tendência das receitas está a melhorar [é preciso ter em atenção que no período homólogo ainda contabilizávamos as receitas da participadas internacionais]”, refere a empresa. Que justifica ainda com “o impacto das taxas de terminação e os preços das ofertas no mercado português. No b2c as receitas estão a estabilizar e no b2b a base de clientes está estável".