Boas notícias quando abastecer o seu automóvel no início desta segunda-feira. Os combustíveis vão ficar mais baratos na próxima semana. Ao que a TVI conseguiu apurar a descida média deve rondar um cêntimo no caso do gasóleo e 2,5 cêntimos no caso da gasolina.

Uma descida para a qual contribuiu o desempenho da matéria-prima nos mercados internacionais ao longo da semana, embora no caso da gasolina, por exemplo, o preço da matéria-prima represente apenas 27,7% do preço de referência – que servem de base ao valor que cada um de nós paga pelo litro de combustível.

Mas a verdade é que o Brent – que negoceia em Londres e serve de referência às importações portuguesas – revelou o maior deslize semanal desde Janeiro esta semana, e a quebra de hoje foi determinante.

De acordo com a Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis, no boletim diário desta sexta-feira, “os mercados internacionais reagiram de forma clara ao esperado anúncio do nível das reservas norte americanas, e logo após ter sido divulgado que, afinal, a descida anunciada era menor as cotações reagiram em baixa. No entanto, é de registar, que foi a sétima semana consecutiva de descidas das reservas norte americanas”.

Mesmo assim os futuros do petróleo – os contratos que estão a ser negociados hoje para serem entregues posteriormente - permanecem cerca de 75% acima do mínimo de 12 anos (nos 27 dólares por barril) para o Brent e (nos 26 dólares por barril) para o norte-americano West Texas Intermediate (WTI) atingidos no primeiro trimestre.

O crude está bem acima dos mínimos, negociar na casa dos 45 a 46 dólares por barril mas o mercado tem permanecido instável desde que subiu acima de 50 dólares. À medida que as preocupações sobre o excesso de produtos refinados no mercado substituíram os receios relacionados com o excesso de oferta que tinham causado a maior queda em dois anos. 

Pelos, para já, nos Estados Unidos alguns analistas acreditam que o preço não vai descer muito mais. Phil Flynn, da corretora sedeada em Chicago, Price Futures Group, disse à Reuters que o barril de petróleo se deve manter em tornos dos 44 dólares. “Desapareceu alguma melancolia e pessimismo do mercado sobre a baixa da procura [que mantendo-se a oferta faz cair o preço], depois de serem conhecidos os números do emprego [melhor que o esperado]”, disse o analista.