A presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) considera pouco provável que as agências de rating alterem este ano a sua posição relativamente a Portugal.

Na entrevista à Antena 1/Económico, transmitida na Antena 1, Cristina Casalinho afirma que, nas presentes circunstâncias, é “relativamente complexo” e “pouco provável” uma mudança, ainda em 2016, da posição que as agências de rating têm sobre Portugal.

Apesar de reconhecer que há sinais de uma trajetória descendente da dívida pública portuguesa, Cristina Casalinho considera que “as agências de rating acham que não há um historial suficientemente prolongado que lhes permita terem decisões sólidas”.

Normalmente, antes de uma melhoria de rating há uma melhoria do Outlook. A perspetiva melhora e depois é materializada mais à frente com um aumento da avaliação. O que verificamos é que todas as agências de rating hoje em dia têm Portugal com um ‘outlook’ estável”, disse.

Na entrevista, Cristina Casalinho considera que, para já, em Portugal não é possível emitir dívida a 50 anos, como fez a Espanha, mas não coloca totalmente de parte essa possibilidade no futuro.

Sobre a alienação do Novo Banco, afirma que uma boa venda seria aquela que fosse executada com o máximo de reembolso possível do empréstimo efetuado pelo Estado ao Fundo de Resolução.

Tal permitira que a execução dos pagamentos antecipados ao Fundo Monetário Internacional (FMI) se concretizasse. Se assim não for, a meta prevista de 3,3 mil milhões pode ficar comprometida, afirmou.