O novo vice-presidente da Reserva Federal norte-americana, Stanley Fischer, considera que ainda é muito cedo para dizer que a grande recessão eclodida em 2008 contaminou de forma permanente a economia dos Estados Unidos, mas admite que a recuperação deixa muito a desejar e chega a classificá-la como dececionante, segundo o jornal espanhol El País.

Stanley Fischer escolheu uma conferência em Estocolmo, capital da Suécia, para fazer o seu primeiro discurso público como número dois do banco central mais poderoso do mundo . O ex-governador do Banco Central de Israel tomou posse do cargo em junho passado em substituição de Janet Yellen, atual presidente da Reserva Federal.

Os Estados Unidos têm crescido cerca de 2% ao ano, um ponto percentual a menos do que o antecipado pela Reserva Federal em 2009. A contração do mercado laboral e a quebra na produtividade explicam, entre outros fatores temporais como a atividade no setor imobiliário, por que é que a maior economia do mundo não está a crescer da forma esperada e desejada.