A Grécia deve voltar a ter o nível de vida que tinha antes da crise da dívida, iniciada em 2010, dentro de seis anos, previu ontem em Atenas o primeiro-ministro, Antonis Samaras.

«Ainda temos problemas por resolver», disse Samaras durante uma conferência sobre «A Democracia» organizada pelo diário «International Herald Tribune».

«Para a maioria dos analistas, não são precisas décadas nem muitas gerações, mas apenas seis anos para que a Grécia regresse ao produto interno bruto e nível de vida que tinha antes da crise», sublinhou, citado pela Lusa.

O primeiro-ministro grego felicitou-se pelas reformas feitas nos últimos meses pelo seu governo e por o plano de saneamento da economia, ditados pelos credores do seu país ¿ União Europeia e Fundo Monetário Internacional ¿ «ter sido colocado nos carris».

Recordando que tinham existido «graves erros no primeiro programa» dos credores (2010-2012), Samaras realçou que a Grécia precisava de «medidas» para regressar ao crescimento porque as políticas de austeridade não contribuem para o saneamento da economia, que se reduziu em 25% nos últimos seis anos.

Samaras deve reunir-se na terça-feira em Bruxelas com os dirigentes da União Europeia, Herman Van Rompuy e José Manuel Barroso, bem como com o comissário da Concorrência, Joaquin Almunia.

A Grécia, que deve presidir a União Europeia no primeiro semestre de 2014, pretende uma nova ajuda dos seus parceiros para reduzir a sua dívida pública e satisfazer as suas necessidades financeiras em 2014 e 2015, avaliadas em 11 mil milhões de euros.

Os dirigentes da troika são esperados em Atenas ma próxima semana, para avaliar a evolução das reformas na Grécia, em particular na função pública, onde foram introduzidas mudanças importantes, apesar da feroz oposição dos sindicatos.