O défice geral do Estado grego caiu no primeiro semestre para quase metade do alcançado no mesmo período de 2013, ao passar para 2.415 milhões de euros, ou seja, 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo os dados publicados esta segunda-feira pelo Ministério das Finanças grego, o défice nos primeiros seis meses deste ano também ficou claramente abaixo das previsões oficiais.

Nos primeiros seis meses de 2013, o défice grego tinha-se cifrado em 4.991 milhões de euros.

A redução do défice resultou fundamentalmente do drástico corte dos gastos primários, que se fixaram em 20.057 milhões de euros, menos 943 milhões de euros do que o previsto no Orçamento do Estado e menos 1.350 milhões do que no mesmo período de 2013.

As receitas do Estado ascenderam a 23.620 milhões de euros, mais 246 milhões de euros do que o previsto e 1.048 milhões do que no período homólogo de 2013.

Em relação ao excedente primário - que exclui o pagamento de juros -, este cifrou-se em 712 milhões de euros, contra um défice primário de 1.511 milhões de euros no mesmo período do ano passado.

Segundo os dados do ministério, este resultado melhora significativamente as previsões para o primeiro semestre deste ano, que apontavam para um défice primário de 635 milhões de euros.

O Estado grego conseguiu captar através de impostos 19.135 milhões de euros, mais 211 milhões do que o valor previsto no Orçamento do Estado de 2014.

A devolução de impostos a empresas e particulares alcançou 1.558 milhões de euros, contra 600 milhões de euros no mesmo período de 2013 e 1.442 milhões de euros previstos no orçamento.

Mesmo assim, o Estado devolveu a empresas e particulares 264 milhões de euros por dívidas anteriores do ano passado, contra 2.985 milhões de euros que devolveu no mesmo período do ano passado.