A economia do conjunto de países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) cresceu 0,5% no segundo trimestre deste ano, acelerando face à taxa de crescimento de 0,3% registada entre janeiro e março, anunciou a organização.

O maior contributo para o crescimento foi dado pelo consumo privado, seguido da formação brutal de capital fixo, as exportações e o consumo público.

As tendências foram diversas entre os vários países da OCDE, mas as sete principais economias da organização foram «ligeiramente menos divergentes» do que em trimestres anteriores, quer no que respeita ao ritmo de crescimento, quer aos seus principais motores.

No Canadá, o consumo privado foi principal dinamizador do crescimento de 0,4% do PIB (0,5% no trimestre anterior), com uma contribuição de 0,5 pontos percentuais, enquanto em França o consumo privado e público, a par com o aumento do nível de existências, tiveram contribuições positivas para a expansão de 0,5% da economia (contração de 0,1% no primeiro trimestre).

Já na Alemanha, a formação bruta de capital fixo e o consumo privado foram os principais motores do crescimento de 0,7% no segundo trimestre (variação nula no trimestre anterior), tendo também as exportações desempenhado um papel positivo (de 0,2 pontos percentuais), depois da contribuição negativa de 0,2 pontos percentuais do trimestre anterior.

Em Itália, as exportações foram o único elemento com contribuição positiva (de 0,4 pontos percentuais), mas não impediram a contração de 0,3% do PIB italiano (-0,6% no trimestre anterior), já que o seu efeito foi anulado pelo mau desempenho na evolução das existências, consumo privado e formação bruta de capital fixo.

No Japão, o consumo privado, com um contributo de 0,4 pontos percentuais, permaneceu o principal impulsionador do crescimento de 0,9% da economia (1,0% no 1.º trimestre), enquanto no Reino Unido o destaque no crescimento global de 0,7% do PIB (0,4% no trimestre anterior) vai para o impacto positivo das variações nos inventários (0,3 pontos percentuais) e do consumo privado (0,2 pontos percentuais).

Quanto aos EUA, tiveram no consumo privado e na formação bruta de capital fixo os principais contributos para o crescimento, com uma contribuição de 0,3 pontos percentuais cada para a subida de 0,6 pontos percentuais do PIB (0,3% no trimestre precedente).