A CGTP considera que os números divulgados esta sexta-feira pelo INE, que apontam para um crescimento da economia portuguesa no segundo trimestre de 2015, confirmam “uma evolução muito frágil” e evidenciam “uma escassa recuperação económica”.

“Os dados confirmam uma evolução muito frágil da economia e que a balança comercial continua em deterioração e, portanto, o país não está em recuperação económica.”


De acordo com a estimativa rápida das contas nacionais trimestrais, hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia portuguesa cresceu 1,5% no segundo trimestre de 2015 face ao período homólogo e registou um crescimento em cadeia de 0,4%.

Para a CGTP, “o valor do PIB mostra que [este] continua muito distante do valor registado antes da política de austeridade, o que confirma também a necessidade de aumentar a produção nacional de forma a diminuir as importações e, consequentemente, aliviar o peso da dívida ao estrangeiro”.

A Intersindical entende que os valores conhecidos “revelam uma escassa recuperação económica, depois de [a economia nacional] ter caído em flecha desde 2010 e apesar da influência de fatores externos, como o aumento do turismo e o crescimento económico em Espanha, que afetam fortemente as exportações portuguesas”.

Destaca ainda que “também o crescimento homólogo do segundo trimestre está abaixo do verificado na União Europeia (1,6%)”.

Na análise feita, a CGTP aponta igualmente que “as estatísticas do comércio internacional mostram, por outro lado, que o défice da balança comercial aumentou em 401 milhões de euros no segundo trimestre” e que “as exportações de bens cresceram 7,4% neste trimestre e as importações 9,4%”.

A estrutura sindical acentua que “a situação é ainda mais preocupante na medida em que estes dados estão influenciados por efeitos estatísticos”.