Angola prevê duplicar o Produto Interno Bruto (PIB), atualmente de 90 mil milhões de euros, até 2024. A meta está fixada no estudo «Empreender, Diversificar e Competir», primeiro de uma série de trabalhos sobre informação empresarial que o Instituto do Fomento Empresarial (IFE) se propõe lançar semestralmente.

«Nos últimos dez anos, Angola conquistou resultados económicos realmente impressionantes. Após ter alcançado o fim do conflito armado, em 2002, o país precisou de apenas dez anos para triplicar o seu rendimento per capita» destaca-se no estudo, citado pela Lusa.

No final do século XX, a Coreia do Sul, a China e a Índia necessitaram, respetivamente, de 10, 12 e 16 anos, para conseguirem duplicar o seu rendimento per capita, assinala-se no estudo.

Apresentado por Óscar Rodrigues, administrador do IFE, o estudo agrega informações e dados sobre a competitividade empresarial angolana e de incentivo ao crescimento económico, que se destinam a empresários, investidores e gestores de informação e conhecimento.

O estudo «Empreender, Diversificar e Competir» é o primeiro de diversos estudos com dados sobre a economia angolana, incluindo a caracterização do país e ambiente de negócios, o estágio de desenvolvimento de diversos setores de atividade, caminhos para o aumento da competitividade do tecido empresarial e uma antecipação do desenvolvimento nos próximos cinco anos.

O documento destaca que Angola integra atualmente uma reduzida lista de 20 países africanos classificados, pelo Banco Mundial, como tendo «rendimento médio», a par da África do Sul e da Nigéria.

«A confirmarem-se as estimativas do Governo relativamente à taxa de crescimento económico do país, a rondar os 7% ao ano, em 2024 o PIB será de 181 mil milhões de euros, mais do dobro do rendimento atual», acentua-se no estudo.

Dadas as características do mercado angolano, e para se alcançar aquela meta do PIB, o IFE atribui ao Estado um papel central, que o documento define como «coordenador».

O IFE é tutelado pelo Ministério da Economia e destina-se às empresas e grupos empresariais de Angola, com volume de negócios a partir de 7,5 milhões de euros e com mais de 200 trabalhadores, para as apoiar a «crescer e introduzir ideias inovadoras de fomento empresarial».

O objetivo final é garantir o «aumento da competitividade empresarial das grandes empresas, dos grupos empresariais e das redes de agrupamentos empresariais ( clusters), com o centro de decisão sediado em Angola».