O ministro da Economia defendeu esta sexta-feira, no Centro Tecnológico do Calçado de Portugal, que o crescimento do setor do calçado e de outros da indústria nacional ainda vai demorar a traduzir-se na melhoria efetiva das condições de vida dos portugueses.

«Este crescimento ainda vai obviamente demorar algum tempo a traduzir-se na melhoria das condições de vida dos portugueses, que fizeram todos um enorme esforço para que Portugal pudesse fazer o seu processo de reajustamento e terminá-lo no mês de maio», afirmou o governante.

Pires de Lima realçou que «são mais de 15 os setores da indústria portuguesa que estão a crescer e a ganhar quota nos mercados internacionais, com fatores de competitividade assentes no valor acrescentado». «Isso é um capital enorme de esperança que, espero que mais cedo do que tarde, se vai traduzir na melhoria das condições de vida dos portugueses», acrescentou.

No exterior do edifício de S. João da Madeira, encontravam-se cerca de 40 elementos da União de Sindicatos de Aveiro/CGTP-IN, em representação de diferentes setores públicos e privados, entre os quais calçado, têxteis, ensino, metalurgia, química, correios e telecomunicações, que reclamavam o fim deste Governo.

Adelino Nunes, da direção desse organismo, explicou que a concentração era uma forma de protesto contra «o ciclo vicioso e destrutivo da austeridade, da recessão económica e do retrocesso social que agrava a exploração e o empobrecimento dos trabalhadores».