O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve as previsões de crescimento em Portugal, antecipando um crescimento de 1,6% este ano e de 1,5% no próximo, mas esperando agora uma taxa de desemprego menor.

De acordo com o 'World Economic Outlook', divulgado esta terça-feira, o FMI antecipa que o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal cresça 1,6% em 2015 e que cresça ligeiramente menos (1,5%) em 2016, mantendo assim as previsões apresentadas na edição de abril deste relatório bianual.

Para 2020, a instituição liderada por Christine Lagarde continua a prever um crescimento da economia portuguesa de 1,2%.E antecipa um défice orçamental de 3,1% no final deste ano, uma décima abaixo da previsão anterior, divulgada em abril deste ano.

No entanto, as previsões para o desemprego do Fundo são agora ligeiramente mais otimistas do que as apresentadas em abril, antecipando-se que a taxa de desemprego caia para os 12,3% este ano e para os 11,3% no próximo (o que compara com a estimativa anterior de 13,1% em 2015 e de 12,6% em 2016).

O Governo antecipa um crescimento económico de 1,6% este ano, mas espera que a economia portuguesa acelere o ritmo de crescimento para os 2% em 2016 e, quanto ao desemprego, o executivo de Pedro Passos Coelho antecipa que a taxa seja de 13,2% no final deste ano, caindo para os 12,7% no final de 2016.

A instituição liderada por Christine Lagarde manteve as suas previsões para a inflação em Portugal, que deverá ser de 0,6% e de 1,3% em 2015 e em 2016, respetivamente, mas reviu os seus cálculos para a evolução das contas externas.

O FMI prevê agora que as contas de Portugal com o estrangeiro cheguem ao final deste ano nos 0,7% do PIB e que cresçam para os 1,6% do PIB no próximo ano, quando em abril previu que atingissem os 1,4% e os 1% em 2015 e em 2016, respetivamente.


FMI piora previsões de crescimento da zona euro


O FMI mantém a previsão de crescimento económico da zona euro para 2015, esperando que o PIB do conjunto dos países da moeda única cresça 1,5%, mas piorou ligeiramente a estimativa para 2016, fixando-a em 1,6%.

Já no que diz respeito ao próximo ano, a instituição liderada por Christine Lagarde espera agora que a economia do conjunto dos 19 países da moeda única cresça 1,6%, menos 0,1 pontos percentuais do que o antecipado há três meses.