A CGTP e a UGT defenderam esta quarta-feira a necessidade de medidas que promovam o crescimento económico e o emprego para contrariar a taxa de desemprego em Portugal, a quinta mais elevada da União Europeia, que consideram preocupante.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (Eurostat), a taxa de desemprego em Portugal caiu em novembro de 2013, dos 17% para os 15,5%, face ao mesmo mês do ano anterior, mas continua a ser a quinta taxa de desemprego mais elevada da União Europeia.

Para o secretário-geral da CGTP os valores hoje divulgados pelo Eurostat estão «profundamente influenciados pelo significativo aumento da emigração» e pelo aumento de desempregados «que deixaram de acreditar no regresso ao mercado de trabalho e já não comparecem nos centros de emprego».

Arménio Carlos salientou ainda que «algumas medidas ativas de emprego mascaram o desemprego, colocando desempregados em postos de trabalho precários, que em breve voltarão à inatividad».

«Não haverá aumento do emprego enquanto não houver um crescimento económico entre os 2,5 e os 3% e nada disso vai acontecer com as politicas que estão a ser seguidas», disse à agência Lusa.

Para a UGT, apesar do decréscimo registado, «os valores registados em Portugal são bastante preocupantes».

«Estes dados exigem políticas diferentes, que não se reduzem a medidas de austeridade», defendeu a UGT num comunicado.