O crédito malparado das entidades financeiras que operam em Espanha atingiu os 11,97% em julho, nível recorde desde que começaram a ser recolhidos estes dados, informou o Banco de Espanha.

Além disso, os dados divulgados esta quarta-feira confirmam que o malparado (de difícil cobrança) nos créditos hipotecários disparou para 5,16% no final do primeiro semestre do ano, enquanto o do setor dos promotores imobiliários ultrapassou os 31%, ambos valores recordes.

Em termos globais os dados de julho representam um aumento de quase dois pontos percentuais face a julho do ano passado, com os empréstimos de cobrança duvidosa a ascenderem a 178.663 milhões de euros, acima dos 176.643 milhões de euros do mês anterior.

O volume de crédito malparado aumentou 5.340 milhões de euros num ano, escreve a Lusa.

Uma situação que se deve, segundo o Banco de Espanha, à situação económica e elevado desemprego mas também ao efeito das reclassificações de crédito exigidas pelo Banco de Espanha.

A carteira de crédito conjunta de todas as entidades financeiras era em julho de 1,492 biliões de euros, ligeiramente abaixo dos 1,519 biliões de junho.

Em níveis recorde estão também os níveis de crédito malparado associados ao setor imobiliário, atingindo os 5,16% no caso das hipotecas e mais de 31% entre os promotores imobiliários.

No pacote de dados divulgados hoje, o Banco de Espanha explica que as hipotecas de cobrança duvidosa ascendiam no final de junho a 31.916 milhões de euros, numa carteira de 618.663 milhões de euros, ou 5,16% (mais dois pontos percentuais que há um ano).

A dívida dos promotores aumentou significativamente para 61.759 milhões de euros numa carteira de 198.431 milhões de euros, ou 31,1%, acima dos 27,39% de há um ano.