Os novos empréstimos à habitação atingiram em dezembro de 2017, o valor mais alto em sete anos. Totalizaram 819 milhões de euros, o que é então "um valor máximo desde dezembro de 2010", segundo o Banco de Portugal.

Já os novos empréstimos ao consumo rondaram os 401 milhões de euros e os novos créditos destinados a outros fins representaram 183 milhões de euros.

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No que diz respeito às empresas, o volume médio mensal de novos empréstimos totalizou 2.404 milhões de euros em 2017, "o que representa um decréscimo de 83 milhões de euros em relação a 2016.

Em 2017, as taxas de juro de novas operações de empréstimos continuaram a apresentar uma tendência decrescente, tendo atingido novos mínimos históricos em vários segmentos".

A taxa de juro média dos novos empréstimos concedidos a empresas diminuiu para 2,16%, "um novo mínimo histórico". Já na habitação caiu para 1,57%, uma tendência que se verificou também no crédito ao consumo e para outros fins, com as taxas de juro médias a descerem para 6,88% e para 3,26%, respetivamente.

O banco central aponta ainda que, em dezembro de 2017, os empréstimos concedidos pelos bancos a empresas e a particulares (habitação) continuaram a apresentar taxas de variação anual negativas, "que se situaram em -2,2% e -1,7%, respetivamente, por comparação com -2,2% e -2,9% registadas no final de 2016".

Apesar das tva [taxas de variação anaul] negativas registadas ao longo de 2017, os depósitos de particulares nos bancos residentes totalizavam 139,3 mil milhões de euros em dezembro, traduzindo uma tva positiva de 0,2%, resultado da evolução verificada na segunda metade do ano, e que compara com uma tva de 1,0% em 2016".