O BCP perdeu o processo na primeira instância, quando o tribunal de Portimão decidiu extinguir a execução e levantar a penhora de vencimento do devedor, mas acaba de ganhar definitivamente o recurso desta decisão para o Tribunal de Évora, porque o valor do processo não permite recorrer para um tribunal superior, segundo o Jornal de Notícias.

Depois de os proprietário entregarem ao banco a casa que tinham comprado em 2006, procedeu-se à venda do imóvel em processo executivo e o BCP foi o único interessado na compra, fechada por 81720 euros, abaixo dos 90 mil euros da aquisição pelos proprietários em 2006 e dos 117 mil euros de avaliação do banco, e faltando saldar 25500 euros da diferença entre o valor do empréstimo e a venda da fração.

O tribunal considerou que a avaliação do banco tem apenas a função de «auxiliar» a escolha do devedor, no que respeita ao imóvel a comprar, «pois aquando da avaliação a escolha já está feita».