Os bancos emprestaram 587 milhões de euros em junho para compra de casa. É o valor mais elevado desde março de 2011, segundo a informação publicada pelo Banco de Portugal.

Este aumento no crédito à habitação acontece pelo terceiro mês consecutivo, representando mais 18% do que o dinheiro emprestado em maio.

Apesar da subida, o total do crédito concedido para habitação no final de junho era de 96.426 milhões de euros, abaixo do valor do mês anterior, pelo que continuam a existir em volume mais operações que cessam do que as novas.

Já no crédito para consumo, foram emprestados 326 milhões no mês em análise, ligeiramente acima dos 325 milhões de maio. No total, o dinheiro concedido para este fim situava-se em 12.701 milhões de euros em junho, neste caso acima do valor de maio.

Quanto aos empréstimos para outros fins, foram concedidos 166 milhões de euros, também ligeiramente acima dos 163 milhões do mês anterior. O stock total caiu para 12.701 milhões de euros.

Ainda segundo o Banco de Portugal, nas novas operações de crédito, as taxas de juro médias eram de 1,94% para compra de casa e de 7,45% para aquisição de bens de consumo. Já a taxa de juro média do crédito para outros fins situou-se em 4,27%.

O regulador e supervisor bancário diz ainda que, na habitação, o valor total dos novos empréstimos para compra de casa no primeiro semestre (de 2.699 milhões de euros) foi o mais elevado desde 2011.

Por fim, os novos empréstimos a empresas totalizaram cerca de 2.600 milhões de euros em junho, abaixo dos 3.046 milhões de maio. O dinheiro foi emprestado às empresas a uma taxa de juro de 2,94%, abaixo da do mês anterior devido à queda dos juros nos créditos acima de um milhão de euros.