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Portugal é país europeu com maior travão no crédito

Recuo de 15% nos empréstimos ao consumo e para compra de automóvel

Por: Redacção    |   2012-07-02 17:59

Portugal foi o país europeu a registar o maior travão no crédito.

No caso dos empréstimos ao consumo e para compra de automóvel, o recuo foi de 15% em 2011, em comparação com 2010, segundo os dados da Federação Europeia das Instituições de Crédito Especializado (EUROFINAS). Dados que são conhecidos no dia em que a Associação Automóvel de Portugal (ACAP), revelou que as vendas de automóveis caíram 37% em junho. São as piores dos últimos 24 anos.

Nos 14 países analisados pela EUROFINAS, a concessão de crédito para consumo pessoal e aquisição de automóvel subiu para os 233 mil milhões de euros, um aumento de cerca de 1,6% face a 2010.

A Holanda foi o país onde a procura de crédito mais cresceu (14,7%), seguindo-se a Alemanha e a Bélgica (12,9% e 12,3%, respetivamente). No extremo oposto, encontram-se Portugal (-15,2%) e a Suécia (-4,5%).

Os dados não surpreendem o presidente da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC), António Menezes Rodrigues, que se mantém pessimista para este ano, devido à diminuição do poder de compra dos portugueses.

«Se não há melhoria em termos de animação do consumo, também não há melhoria no crédito ao consumo. É um modelo que deve ser questionado», cita a Lusa..

O responsável da ASFAC adiantou que «mesmo na Europa, os valores só foram interessantes na primeira metade de 2011», e desceram no segundo semestre, pelo que o desempenho do setor será bastante pior em 2012, a nível europeu.

Para Portugal, antecipa para 2012 «uma quebra que não será muito superior» à do ano passado, apesar do «arrefecimento» do mercado automóvel.

Segundo a ASFAC, o crédito concedido no primeiro trimestre caiu 33,2% face ao mesmo período de 2011 e recuou 14,4% relativamente ao trimestre anterior, para 842,54 milhões de euros.

Em termos homólogos, «todos os tipos de crédito sofreram reduções», destacando-se o crédito clássico e o crédito a fornecedores (os dois tipos de crédito com mais expressão no total dos montantes financiados pelas associadas da ASFAC) com quebras de 35,5% e de 39,7%, respetivamente.

Apenas o crédito revolving (crédito permanente ou renovável), que representa 20,8% do total do crédito concedido, não apresentou uma redução tão significativa, ficando-se por menos 4,3% face ao trimestre homólogo.

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