O 1% mais rico da população mundial está cada vez mais rico, possuindo mais de 48% da riqueza no mundo. Apesar de se manterem os desafios à economia mundial, a riqueza global bateu um novo recorde. Em 2013, o património global das famílias no mundo aumentou 8,3% para atingir o valor de 263 biliões de dólares (263 mil milhões de euros). Este nível, equivalente a 56 mil dólares por adulto (44 mil euros), supera em 20% o recorde estabelecido antes da crise em 2008.

De acordo com o estudo intitulado «Riqueza Global», publicado esta terça-feira pelo banco Crédit Suisse, a cotação sólida das ações e do mercado imobiliário permitem contrabalançar uma conjuntura fraca. Os Estados Unidos da América, mas também a Europa, puxam os resultados para cima com um crescimento superior a 10% em ambos os casos. Uma economia mundial «letárgica» não impediu que os patrimónios crescessem, refere o Crédit Suisse. 

As cotações das ações foram anormalmente altas em alguns países e, no mercado imobiliário, o preço médio aumentou 2,4%, mas com grandes disparidades entre os países.

A América do Norte é a região do mundo onde se concentra a maior riqueza das famílias (34,7%). A Europa surge em segundo lugar (32,4%) e a região Ásia-Pacífico (sem a China) ocupa a terceira posição (18,9%). A riqueza das famílias na China aumentou em 715 mil milhões de dólares (565 mil milhões de euros) em 2013 (+3,5% por ano).

Alguns países registam retrocessos na riqueza global das famílias: Indonésia (-205 mil milhões de euros), Argentina e Rússia (-106 mil milhões cada um) e Turquia (- 79 mil milhões).

Nos EUA vivem 41% das pessoas cuja fortuna ultrapassa um milhão de dólares (790 mil euros) em todo o mundo.

O Crédit Suisse apresenta pela primeira vez um indicador das desigualdades. Desde 2000, as disparidades agravaram-se na América Latina e na África, mas ainda mais na Índia e na China. As desigualdades diminuíram de forma ligeira nos EUA e na Europa.

No mundo, 400 milhões de adultos têm mais de 100.000 dólares (79 mil euros) de património. O número mais que duplicou em relação ao ano 2000, em que eram 217 milhões de adultos.