A Confederação do Turismo Português (CTP) apelou hoje perante a troika à resolução das dificuldades que o setor continua a enfrentar, em particular concentradas nos custos de contexto, financiamento das empresas e no peso dos impostos.

Em comunicado na sequência da reunião dos parceiros sociais com representantes da troika, a CTP afirmou ser «necessário combater os problemas que ainda se colocam ao setor, nomeadamente, os custos de contexto, o financiamento das empresas e a carga fiscal na restauração e no golfe».

«Quer o mercado interno, quer o espanhol, que desde o início da crise se tinham comportado de forma muito recessiva, durante o ano transato tiveram já uma variação animadora, uma vez que o espanhol apresentou já um tímido crescimento e o mercado interno abrandou consideravelmente a sua descida», disse, no mesmo documento, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, que salientou que a tendência deverá manter-se este ano, «se nada de anómalo suceder».

Os parceiros sociais vão propor à troika uma redução da carga fiscal para famílias e empresas, bem como uma moderação salarial, numa reunião que decorre em sede de Concertação Social no âmbito da 11.ª avaliação ao programa de ajustamento.

À entrada para este encontro com representantes do Banco Central Europeu, da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional, o presidente da Confederação do Comércio e Serviços (CCP), João Vieira Lopes, disse não ter grandes expectativas, pois «normalmente a troika ouve muito e fala pouco».

Por seu lado, o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, defende uma «moderação salarial», sublinhando que «há outras prioridades para gerar competitividade» na economia.

Do lado das centrais sindicais, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, rejeitou qualquer mexida salarial, frisando que o país se encontra «numa situação de insustentabilidade económica, social e também demográfica».