A Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) informou esta quinta-feira terem sido investidos, em novembro, mais de 90 milhões de euros em imobiliário, ao abrigo do programa dos vistos gold.

Num comunicado divulgado hoje, a CPCI referiu que no mês passado foram contabilizados 132 novos investidores através de um regime com um «forte potencial de atração de investimento» e que continua a ter a «confiança dos investidores e de todo o mercado».

«No mês de novembro, foram registados, mais 101 milhões de euros captados para Portugal ao abrigo deste programa, dos quais 90 milhões, ou seja, 89%, dizem respeito a investimento em imobiliário nacional», lê-se na comunicação da confederação.

O programa soma um investimento total de 1.177 milhões de euros, dos quais 1.062 milhões (91%) correspondem a aquisição de património imobiliário, segundo a mesma nota.

A CPCI indicou a necessidade de o programa ser melhorado para potenciar os resultados obtidos e exemplifica como aperfeiçoamento a «possibilidade de associar ao investimento na aquisição de um imóvel, a concretização de projetos de reabilitação urbana».

Outra hipótese seria a «criação de mecanismos que incentivem o seu alargamento a todo o território nacional, permitindo a sua difusão em regiões com elevado potencial», como o interior do país.

No quadro da Operação Labirinto, sobre o programa dos Vistos Gold, foi desmantelada uma rede de corrupção, na qual participaram alegadamente altos representantes do Estado.

Entre os 11 detidos encontravam-se o diretor nacional do SEF, Manuel Jarmela Palos, o presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, e a secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes.

Miguel Macedo demitiu-se do cargo de ministro da Administração Interna, por considerar que a sua autoridade tinha ficado diminuída.

O programa de atribuição de vistos dourados, criado em 2012, prevê a emissão de autorizações de residência para estrangeiros, oriundos de fora do espaço Schengen, com investimentos em Portugal por um período mínimo de cinco anos.