Se tem um comboio para apanhar em qualquer ponto do país prepare-se porque pode ter uma surpresa menos agradável já esta quarta-feira, embora a greve da CP, IP, Medway e Tarkago só esteja agendada para amanhã.

Em declarações à TVI24, o dirigente da FECTRANS - Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, José Manuel Oliveira, admitiu que “pode haver uma ou outra situação hoje, mas são pontuais”. Casos relacionados com trabalhadores que, por exemplo, faziam a linha norte- algarve, e cujo horário os obrigaria a ficar fora de casa no dia da greve. Ou mesmo aqueles que, ao começarem hoje a trabalhar só acabariam depois da meia-noite. “Esses poderão não ter já ido trabalhar”, disse a pouco minutos de entrar numa reunião do ministério da tutela.

Ontem, já ao final da noite, o sindicato foi convocado para uma reunião no Ministério do Planeamento e Infraestruturas, liderado por Pedro Marques. José Manuel Oliveira recusou comentar o que espera deste encontro, mas assegurou que os trabalhadores farão todos os possíveis para resolver o impasse criado.

A greve tem como ponto único as reivindicações em torno da Segurança Ferroviária. As novas regras, que entram em vigor a 2 de dezembro, permitem, por exemplo, que várias máquinas circulem apenas com o maquinista, deixando cair a figura do revisor.

Se da reunião desta quarta-feira não sair “fumo branco”, amanhã e com efeitos que se podem estender ao dia feriado, deverão estar paralisadas muitas centenas de comboios, na sequência da greve de cerca de 5.000 trabalhadores, acrescentou o responsável à TVI24.