A Volkswagen prepara-se para cortar cerca de mil milhões de euros por ano nos investimentos planeados, avança a Bloomberg.

O objetivo do grupo é tentar acelerar o plano de eficiência posto em prática para mitigar as perdas sofridas devido ao escândalo da manipulação de emissões poluentes.

Em comunicado, a Volkswagen revelou que vai mudar para uma nova tecnologia de tratamento das emissões, tanto na Europa como nos Estados Unidos, "tão depressa quanto possível". 

"Estamos muito cientes que só poderemos implementar estas inovações para o futuro da marca se tivermos sucesso com o nosso programa de eficiência e dando um no enfoque aos nossos produtos"


A fabricante alemã revelou em setembro que cerca de 11 milhões de carros são suspeitos de estarem envolvidos no escândalo da manipulação de dados sobre emissões. 

O presidente executivo da Volkswagen nos Estados Unidos admitiu que soube no início de 2014 da manipulação de dados sobre emissões dos veículos do grupo. 

Na sequência do escândalo, Martin Winterkorn, presidente executivo da Volkswagen, demitiu-se.  Matthias Müller, que era até então presidente daPorsche, passou à presidência executiva do grupo. 

Para já não se sabe se estes cortes vão afetar a Autoeuropa. O ministro da Economia afirmou no início do mês que o Governo “não tem nenhum” motivo para duvidar, ou para “estar ansioso”, sobre o investimento da Volkswagen em Palmela, considerando que este depende da procura dos novos modelos do grupo alemão. Mas não dá garantias de que o escândalo não afete a fábrica de Palmela.