A UGT rejeitou esta segunda-feira o anunciado corte nas pensões de sobrevivência, medida que classifica de «tremendamente penalizadora e injusta» e que considera pôr «em causa a já de si frágil situação de quem acabou, por circunstâncias da vida, de ficar viúv(a)o».



Em comunicado, a central sindical diz que esta medida «vem acentuar a ténue distância que pode pôr em causa a estabilidade e a paz sociais, fatores tão acarinhados pela troika, mas que parece não merecerem a devida atenção do Governo».



«Não podemos prosseguir com este ataque desenfreado às funções sociais do Estado, aos serviços públicos e, neste caso específico, às pensões, que como todo sabemos, em face da elevada taxa de desemprego, são a única forma de rendimento de muitas famílias do nosso país», alega a UGT.



«Lamentamos que o Governo continue a eleger a austeridade cega e cruel como o caminho a seguir, ignorando os muitos sinais e opiniões de sentido contrário, em vez de adotar políticas que promovam o investimento e a criação de empregos, como única forma de orientar Portugal para o objetivo do crescimento económico», diz ainda.



A UGT vai mais longe e diz que a medida põe «mesmo em causa princípios constitucionalmente consagrados como a segurança e a confiança no Estado».

«Reafirmamos o nosso apoio e reivindicação a implementação de políticas que promovam Crescimento e Emprego, para que possamos ultrapassar a grave crise que o país atravessa.

Rejeitamos o continuado ataque aos rendimentos das famílias, como e o caso avassalador que a medida agora revelada pelo Governo indicia e deixamos o apelo a uma forte mobilização dos portugueses contra esta decisão e a tudo o que de indigno ela significa».

A CGTP criticou já a insensibilidade social do Governo e os próprios pensionistas já criticaram os cortes, que afetam um grupo social mais frágil.