O Governo italiano aprovou na quarta-feira um plano de ajuste de 1,6 mil milhões de euros, com medidas de poupança e aumento de receitas para que o défice de 2013 atinja os 3% exigidos pela União Europeia.

O plano foi aprovado numa reunião do Conselho de Ministros em Roma, após a qual Fabrizio Saccomani, ministro da Economia, explicou que prevê receitas de venda de imóveis no valor de 500 milhões de euros a que se soma a redução dos gastos dos ministérios em 1,1 mil milhões.

«Os cortes nos gastos são os cortes que podem ser sujeitos à apreciação dos ministérios de uma forma mais ou menos linear, com exceção dos ministérios de Pesquisa, Educação e Saúde», disse o ministro, citado pela Lusa.

A 20 de setembro, o executivo da coligação italiano, presidido pelo social-democrata Enrico Letta, reviu em alta a sua previsão de défice público para 2013 em 3,1% do Produto Interno Bruto.

O primeiro-ministro comprometeu-se depois a neutralizar o desvio do défice até o fim do ano, considerando que um défice público inferior a 3% este ano «é considerada essencial para garantir a Itália autonomia na gestão de suas políticas económicas e fiscais».

Com este objetivo, Letta pretende manter «a credibilidade internacional, necessária para conter gastos juros sobre a dívida, estimada em 84 mil milhões de euros».