
Cinco sindicatos que representam os trabalhadores da NAV apresentaram novos pré-avisos de greve para maio, para contestar a «continuada» ausência de respostas do Governo para a situação de «instabilidade social sem paralelo» na empresa.
Num comunicado conjunto, a comissão de trabalhadores da NAV e os sindicatos adiantam que as greves parciais serão realizadas nos dias 11, 17, 18, 24 e 25 de maio, em três períodos de duas horas por turno (das 07h00 às 09h00, das 14h00 às 16h00 e das 21h00 às 23h00, hora do Continente e da Madeira).
Os novos pré-avisos de greve seguem-se a um período de cinco dias de greves parciais, realizadas em abril, que provocou cancelamentos e atrasos nos voos, escreve a Lusa.
«Face à continuada ausência de respostas e soluções por parte da empresa e das tutelas - [ministérios das] Finanças e Economia -, os sindicatos representativos dos trabalhadores da empresa decidiram entregar novos pré-avisos», afirmam as estruturas no comunicado.
Os representantes dos trabalhadores da NAV dizem que, há mais de um ano, que estão a chamar a atenção dos governantes para «o prejuízo» que as medidas orçamentais em vigor estão a trazer para os funcionários, a empresa e o país.
No entanto, «a situação da NAV não se alterou, vivendo a empresa uma situação de instabilidade social sem paralelo na sua história».
As estruturas que representam os trabalhadores afirmam que a NAV é uma empresa «completamente auto financiada e independente do Orçamento do Estado, sendo a sua atividade regulada económica e operacionalmente segundo normas e padrões internacionais, pelo que qualquer redução de custos acarreta uma idêntica redução de receitas».
Segundo o comunicado, as medidas de redução de custos determinadas pelo Governo e atualmente em vigor «terão como consequência uma redução de cerca de 75 milhões de euros de receitas até 2014».
Os trabalhadores exigem, assim, que a «singularidade» e a «especificidade» do modelo de negócio da NAV sejam reconhecidas.