O Ministério das Finanças indicou esta quinta-feira que houve uma "falha" no simulador do IRS que "foi corrigida" no primeiro dia da entrega das declarações, mas que poderá ter afetado alguns contribuintes, que poderão entregar uma nova declaração sem penalizações.

Numa nota hoje enviada, a tutela informa que "foi identificada uma falha no simulador (do IRS) que está disponível no portal" das finanças, que está relacionada com a opção pela tributação conjunta, e que fez com que alguns contribuintes tivessem recebido um reembolso inferior ao que tinha sido indicado na simulação realizada na internet.

Sublinhando que a falha "foi corrigida logo no primeiro dia de entrega das declarações", o gabinete de Mário Centeno garante que "todos os contribuintes afetados por esta situação e que tenham, com base na simulação efetuada, optado pela tributação separada ou conjunta, consoante o que se mostrou ser mais favorável, poderão entregar uma nova declaração sem qualquer coima associada para que não sejam prejudicados de forma alguma".

As Finanças acrescentam que este ano a entrega e liquidação de IRS "tem especial complexidade, uma vez que foi implementado um conjunto de novas soluções decorrentes da reforma do IRS" e que, tal como nos anos anteriores, "verificam-se por vezes falhas informáticas que têm sido corrigidas".

O Ministério das Finanças já tinha dito à Lusa que os contribuintes que entregaram as declarações de IRS desde o primeiro dia do mês de abril começaram a receber os respetivos reembolsos na semana passada.

Durante o mês de abril decorreu a entrega das declarações de rendimentos das categorias A (trabalho dependente) e H (pensões) e, ao longo do mês de maio, está em curso a entrega das declarações relativas aos restantes rendimentos.