O Banco de Portugal não confirma que Sérgio Monteiro vá receber 30 mil euros líquidos mensais pela tarefa de vender o novo Banco.

A notícia foi avançada esta sexta-feira pelo jornal Público, que revelou que algumas das responsabilidades a cargo do trabalhador, como a Segurança Social, vão ser suportadas pelo Fundo de Resolução.

As condições do contrato de prestação de serviços assinado entre o ex-ministro de Passos Coelho e o Fundo de Resolução foram aprovadas esta semana pelo conselho de administração liderado por Carlos Costa.

Sérgio Monteiro dispõe de 12 meses, a contar de 1 de Novembro de 2015, para finalizar a venda do banco. 

Em comunicado publicado no seu site, o regulador confirma que o “contrato de prestação de serviços” terá a duração de “12 meses” e prevê que Sérgio Monteiro “tenha direito a uma remuneração igual à que auferia na Caixa – Banco de Investimento, antes de desempenhar as funções de Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações”.

“Os valores podem ser consultados nas declarações de rendimento do Dr. Sérgio Monteiro que foram depositadas no Tribunal Constitucional, desde 2011, respondendo aos requisitos do desempenho de cargos governativos”.


O Banco de Portugal justifica ainda a contratação do responsável de “reconhecido mérito”, que pudesse “assegurar a coordenação e gestão de toda a operação, incluindo o acompanhamento do programa de transformação a implementar pelo Novo Banco”.

O ex-governante mantém o vínculo ao Banco de Investimento, do grupo CGD.